Origem do Natal e o significado da comemoração
O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.
As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal.
Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.
Folia de Reis, folguedo que ocorre no período do Natal, de 24 de dezembro a 6 de janeiro, que é o dia dedicado aos Santos Reis. A formação das folias se difere conforme o lugar, mas há sempre um mestre, líder maior, responsável pela cantoria e pela coordenação geral do grupo. Seu auxiliar é o contramestre, que angaria os donativos e o substitui em caso de necessidade. Algumas trazem a figura do embaixador, que pede licença para entrar nas casas, pronuncia as profecias e lembra das palavras escritas pelos profetas a respeito do nascimento de Cristo. Há os instrumentistas e cantores e algumas trazem os reis, representando os três reis magos.
Folia de Reis em Caetanópolis
Um folião reza em frente ao Presépio.
Pastorinhas:
Pastorinhas, Bairro Vargem de Baixo, Tiradentes-MG, 25.12.1995, Mestra Ana de Menezes
São grupos de moças e meninas que visitam os presépios das casas, relembrando os pastores em Belém. Vestem-se apropriadamente, dançam e cantam a mensagem em louvor e pedem contribuição para o natal das crianças pobres do local.
Para os cristãos neste feriado de final de ano, celebra-se o aniversário real de Jesus Cristo. Nesse dia, os cristãos e muitos outros povos do mundo, cada qual com seu costume, trocam presentes, cartões, fazem Ceias de Natal, cantam músicas natalinas, ornamentam árvores com guirlandas, visco, presépios, etc.
A tradição do presépio
O presépio foi inventado em 1223 por São Francisco de Assis para representar o nascimento de Cristo. Essa criação foi rapidamente difundida por toda a Itália e posteriormente por toda a Europa se tornando uma tradição. Ele chegou ao Brasil colônia através dos jesuítas de Portugal. Com o passar dos anos , a tradição foi aumentando e sendo repassada até que chegasse na maioria dos lares.
Dos mais simples, ao mais sofisticado, a fé é imensurável.
Em Belo Horizonte, capital dos mineiros, tem uma tradição:
Presépio do Pipiripau.
Uma pequena imagem do Menino Jesus numa caixa de papelão, forrada com cabelo de milho, musgo e folhas. Foi assim, no distante ano de 1906, que começou a ganhar forma o sonho do garoto Raimundo Machado de Azevedo. Quem o viu construir o embrião do Pipiripau não poderia imaginar que o presépio resultaria numa obra grandiosa, com 20 metros quadrados, 580 peças e 45 cenas, que ainda hoje causa admiração entre as crianças e adultos que visitam o Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG.
Sr. Raimundo, o artista do Presépio Pipiripau.
Durante décadas, "seu Raimundo" aprimorou a obra e transformou sua fantasia num dos maiores símbolos natalinos da capital mineira. Aos poucos, o presépio ganhou figurantes feitos de barro, massa de papel e gesso. E à medida que a obra crescia, novos movimentos eram criados para seus personagens. Ainda no começo do século, o pescador já abaixava e puxava sua vara de pescar graças a um pedal, do tipo usado nas antigas máquinas de costura. E o sistema de cordas de um gramofone permitia que os visitantes vissem, encantados, uma procissão entrar e sair da igreja. Em 1920, uma caldeira a vapor passou a ser utilizada nos movimentos, substituída sete anos depois por um motor elétrico.
Sr. Raimundo, o artista do Presépio Pipiripau.
Não demorou muito para o Pipiripau adquirir notoriedade. Em 1927, um jovem poeta modernista, Carlos Drummond de Andrade, rendeu-se aos seus encantos e publicou, sob o pseudônimo Antonio Chrispim, o poema Pipiripau, no jornalDiário de Minas:
Pipiripau
Os músicos tocam baixinho uma suave música fininha que sobe prás estrelinhas do céu pintado de azul.
Gira e regira na praça
A eterna zanga-burrinha - tão engraçadinha
Olha a calma do pescador pescando sempre o mesmo peixe com o mesmo anzol.
Olha o barqueiro que não é Pedro...
Os meninos perfilados germânicos entram na igreja e saem depressa E tornam a entrar.
(E tornam a sair)
A atmosphera febril de trabalho: ferreiros sapateiros mexendo
A calma das casas subindo a ladeira descendo a ladeira e os bichos cândidos bichos de papelão rodeando o menino Jesus que abençôa aquilo tudo!
Meus olhos mineiros namoram o presepe e dizem alegres: Mas que bonito!
Antônio Chrispim (pseudônimo de Carlos Drummond de Andrade)
Diário de Minas, 30 de janeiro de 1927
Dora camisetas deseja a vocês um Feliz Natal e que se renovam as energias e os bons sentimentos!




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